Vivendo segundo o espírito
(Palestra apresentada na Jornada Pastoral “Espiritualidade
Ecumênica”, organizada pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da
Assunção, Auditório da Livraria Paulinas, Rua Domingo de Morais, 660, São
Paulo, 9 de fevereiro de 2008)
Algumas colocações preliminares
a) O ser humano: um ser espiritual
O ser humano é um ser fundamentalmente espiritual, entendendo o termo como a capacidade que tem o ser humano de pensar de si mesmo, de estabelecer relações, de construir um universo simbólico (linguaje, mito, arte, religião), e de viver no meio de emoções, esperanças, temores, fantasias, sonhos e projetos.[1]
Do termo “espiritual” deriva-se o termo “espiritualidade”. E pode-se falar que
a espiritualidade é uma aderência pessoal a um projeto de vida a ser vivido em
comum por um grupo, ou o jeito que vivemos, ou também o conjunto de valores que
sustentam e animam nosso atuar e caminhar[2].
Assim, os cristãos têm uma espiritualidade. No entanto, existem outras
espiritualidades. Porque não podemos cair, como muito bem aponta Leonardo Boff,
na ilusão cristã ocidental de pretender o monopólio da revelação divina e dos
meios de salvação[3].
Certamente, confessar um Deus Trino implica e significa reconhecer que a
diversidade também é uma qualidade divina. E, ao mesmo tempo, como apontou Frei
Marcelo Barros, reconhecer que Deus se manifesta de formas múltiplas e
diferentes no mundo é um sinal de vitalidade espiritual e de abertura às novas
revelações do Espírito[4].
Assim, temos a espiritualidade muçulmana, a budista e das religiões orientais
em geral, e também a espiritualidade das religiões indígenas e das religiões
afro-brasileiras.
Contudo, existem espiritualidades religiosas e não-religiosas. Existem muitos “espíritos”. Max Weber falou “do espírito do capitalismo”[5] e Franks Hinkelammert “do espírito e da lógica do neoliberalismo”[6]. Ora, em nosso caso, como cristãos, nossa espiritualidade é religiosa, porque parte de nosso encontro com Deus presente no universo, na vida e na historia da humanidade. Mas na tradição cristã existem muitas formas de espiritualidade nas diversas confissões cristãs. Porém, apesar de ênfases e formas diferentes de viver a vida cristã, sendo cristãos temos em comum que somos chamados a seguir o projeto de Jesus Cristo (cf. Lc 4,16-21). Por isso, se alguém perguntasse, qual deva ser nossa espiritualidade sem dúvida podemos responder que nosso viver, nossa espiritualidade é o Espírito de Jesus. Como Paulo expressou, nosso viver é Cristo (Fl 1,21).
Mas como neste encontro estamos refletindo sobre a espiritualidade a partir de nossas próprias experiências confessionais, gostaria, a seguir, fazer algumas clarificações iniciais a partir da pergunta: Qual é o espírito do anglicanismo? .
b) O espírito do anglicanismo
Se como apontamos, também dentro da tradição cristã existem muitos “espíritos”, poderia falar-se do “espírito do anglicanismo”. Mas, sendo o anglicanismo uma comunhão de igrejas fundamentalmente litúrgicas e não confessionais, em um sentido estrito, não há uma teologia anglicana, nem uma fé propriamente anglicana. Em questões de interpretação teológica as igrejas anglicanas seguem o chamado “princípio de compreensibilidade”[7], que permite liberdade de interpretação. Princípio que, aliás, o anglicanismo aprendeu durante todas as grandes controvérsias de sua historia, e que implica acordo nas coisas fundamentais e um desacordo tolerante em assuntos onde se pode discordar sem quebrar a comunhão. Em este sentido a Conferencia de Lambeth de 1978 reconhece que tal vez esta aceitação de variedade de doutrinas e práticas poderia desapontar ou frustrar outras confissões cristãs, mas afirma que esta diversidade dentro de uma unidade de fé e adoração é parte de nossa herança e identidade anglicana[8]
Portanto, o que caracteriza o anglicanismo, como muito bem expressou Stephen Neill, é uma atitude anglicana e uma atmosfera anglicana para pensar, refletir e fazer teologia[9]. Por isso, o que podemos fazer ao falar particularmente da espiritualidade anglicana, é isolar certos elementos com os quais os anglicanos de todo o mundo concordariam em considerar característicos da sua fé, da sua experiência e da sua espiritualidade. Mas, pela própria característica do jeito anglicano de pensar e refletir, certamente sempre haverá uma dosagem do meu próprio pensamento e da minha própria aproximação..
Em primeiro lugar, apontaria que a fé e a espiritualidade anglicana então fincada em dos pilares fundamentais: por um lado a Bíblia, interpretada esta mediante os princípios da Razão, a Tradição e a Experiência (entendida esta como os desafios que o presente traz ao processo interpretativo) e, por outro lado, a liturgia da igreja, ou seja, o Livro de Oração Comum, onde a piedade individual se complementa e completa com um forte sentido comunitário e sacramental. Desta maneira, o que poderia chamar-se de “espírito do anglicanismo” e “espiritualidade anglicana” estão intimamente relacionados.
E se bem desde o princípio a Bíblia
alcançou seu lugar como a primeira e fundamental autoridade para os cristãos
anglicanos, essa centralidade não foi preservada mediante decretos, dogmas ou
leis, senão pelo lugar central da Bíblia na liturgia e na vida devocional do
povo.
Entretanto, reconhecer
como anglicanos o caráter central e essencial da Bíblia no significa dar-lhe
uma autoridade absoluta, porque a mesma Bíblia aponta para a Igreja, que foi a
que lhe deu e reconheceu autoridade, como o lugar para descobrir o Espírito de
Deus atuando dentro e através da comunidade. Daí o princípio anglicano de que a
Bíblia sempre tem que ser interpretada através da Razão, a Tradição e a
Experiência antes que seja reconhecida como revelação.
Quando como Anglicanos afirmamos que “as
Santas Escrituras contêm todas as coisas necessárias para a salvação” e que
é “a norma e final critério para a fé”.[10],
queremos
significar que elas oferecem o sentido de direção, capacitando-nos para
experimentar a presença de Deus no mundo e aprender de seus propósitos. Elas
oferecem a força e o poder para começar a fazer sua vontade. Porém, ao mesmo
tempo, elas nos libertam de ficar amarrados a qualquer autoridade que não seja
o Espírito de Deus como se revela através de Jesus Cristo, para quem a Bíblia
aponta.[11]
Será em sintonia com essa última colocação que podemos apontar outro elemento central que caracteriza o anglicanismo, e que certamente marca a piedade anglicana: a ênfase na doutrina da encarnação. E certamente a doutrina da encarnação tem caracterizado o pensamento teológico anglicano em todas as épocas. Isto pode ser visto na teologia fortemente encarnacional de grandes teólogos e pensadores do anglicanismo como Richard Hooker, Frederick Denison Maurice, William Temple e John A. T. Robinson, só por citar alguns dois mais relevantes de todos os tempos.
Com essa ênfase encarnacional, a piedade anglicana vai além da sempre feliz celebração do nascimento de Jesus Cristo, para conformar-se com ele na obediência à vontade de Deus na sua missão para a humanidade. Isto significa que da mesma maneira que Jesus Cristo é visto não apenas como agente e expressão do Deus Vivo, mas também como uma pessoa perfeitamente humana e “o primogênito de toda a criação”, assim a Igreja tem que levar a serio sua tarefa de conformar-se e representar a plenitude da humanidade. Isto fica expresso em nossa liturgia quando na Ação de Graças Geral, da Oração Matutina e Vespertina, se pede proclamar a Deus “não somente com os nossos lábios, mas com as nossas vidas”. O qual quer significar que a espiritualidade anglicana é profundamente crística, ou seja, encarnacional e contextual.E a vivência de um cristianismo assim profundamente contextualizado, faz com que todo o humano seja visto como um apêndice da espiritualidade: o corpo, a diversão, a musica, o trabalho, a cultura, o sexo, a ecologia e a historia de cada povo.
Então se fosse caracterizar a espiritualidade anglicana diria que é: profundamente bíblica, comunitária, sacramental, amplamente ecumênica e contextual.
A partir desses antecedentes gostaria, a seguir, fazer algumas colocações sobre o sentido cristão da espiritualidade, porque realmente às vezes não se compreende o sentido da palavra ou se confunde “espiritualidade” com “espiritualismo”.
Nosso viver é Cristo
É característica da pós-modernidade, a procura pelo sagrado, particularmente, à margem das igrejas e religiões estabelecidas, daí o aparecimento e crescimento de comunidades e grupos religiosos alternativos. Ora, poderíamos nos perguntar, isto é espiritualidade? Até que ponto essa procura não termina gerando individualismo, ou espiritualismo? Até que ponto nós mesmos entendemos e compreendemos o significado de nossa espiritualidade?
Primeiramente
diria que o termo “espiritualidade” é um termo estranho ao mundo bíblico. No
Antigo Testamento “espírito/vento/hálito” (lit. ruah), significa a
força e a energia criadora e vivificante de Deus. Em Gênesis 1,2 se diz que “o Espírito de Deus
pairava [como uma pomba] sobre as águas” (Gn 1,2). Também é o vento
forte que irrompe com força e com estrondo. Em 1 R 17,11, texto que narra o
chamamento de Elias se diz, “eis que passava Yahvé, como
também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas”. Então,
diz Leonardo Boff que o espírito produz e gera vida,
está presente em tudo, se movimenta em todas as coisas, penetra em tudo, recreia
a terra, é força e poder. E, portanto, partindo desses fatos, afirma que espiritualidade
é captar esse movimento do mundo, seu dinamismo, a presença do Espírito em
todas as coisas, e também, que Espírito biblicamente falando não é
tranqüilidade, mas, “e o vendaval, o vento forte, aquilo que cria que
desestrutura a ordem estabelecida e inventa o novo”[12].
Também no Novo Testamento não encontramos o termo “espiritualidade”. Porém, no
capítulo 8 da Carta aos Romanos, que se diz constitui um verdadeiro tratado de
espiritualidade, Paulo, refletindo sobre o que significa e vida segundo o Espírito,
oferece sua definição sobre a vida cristã. E certamente, não é possível esgotar
toda a riqueza e profundidade do texto, mas se quero enfatizar alguns pontos
fundamentais.
O primeiro que chama a atenção é a oposição de termos sobre os quais está
construído o texto. Contrapõem-se carne-espírito e morte-vida. O termo espírito
(lit pneuma) aparece 16 vezes; o termo carne (lit. sarx) 13
vezes. Segundo o texto, o ser humano carnal é aquele que está orientado em
corpo e alma à morte. E o ser humano espiritual é aquele que está orientado em
corpo e alma para a vida.
Então, o conceito paulino de espiritualidade não é a vida do espírito liberado
do corpo, mas a vida do ser humano liberado da morte: “já não atuamos
dirigidos pela carne, mas pelo Espírito... a carne leva à morte; o espírito,
entretanto, à vida e à paz“ (Rm 8,4-6). De maneira que a espiritualidade,
como um derivado de espírito, é a vida segundo o Espírito, ou seja, orientada
totalmente para a vida.
Mas se aprofundamos no texto as raízes e as conseqüências teológicas da
espiritualidade, vemos que espiritualidade, ou a vida segundo o Espírito, é
obra de Deus através de Cristo: “se alguém não tem o Espírito
de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8,9). Portanto,
o ser humano liberado da morte é o ser humano espiritual. E o ser humano
espiritual é quem tem o Espírito de Cristo.
Ora, qual é o espírito de Cristo? “Anunciar a boa notícia aos pobres,
proclamar liberdade aos cativos, vista aos cegos, liberdade aos oprimidos”,
como proclamou Jesus no seu discurso programático na sinagoga de Nazaret (Lc
4,16-21). E também quando disse aos seus discípulos: “o Filho
do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em
resgate de muitos”. (Mt 20,28).
Portanto, ter o Espírito de Cristo, é ter consciência da ação transformadora de
Deus em nosso mundo, e, sobretudo, ter consciência de nossa responsabilidade de
ser também fermento de transformação.
O ser humano espiritual não é aquele que procura Deus afastado da sua
realidade, mas aquele que lhe procura e lhe experimenta na construção da vida e
se une à sua ação transformadora no mundo. A vida segundo o Espírito se realiza
na prática do amor, do serviço, da solidariedade, e do compromisso evangélico
com o fazer justiça. Realiza-se sendo, também, fermento de unidade e de
esperança.
De maneira que a espiritualidade, que na visão paulina significa ter o Espírito
de Cristo, é um estilo ou forma de viver a vida cristã e um dinamismo que nos
deve projetar a ações concretas em compromisso com o projeto de Jesus para com
os empobrecidos, os fracos, os oprimidos, os excluídos, os discriminados, os
marginalizados.
Por
isso espiritualidade não pode considerar-se como algo oposto à realidade, mas
necessita encarnar-se na realidade e passar de maneira prática e particular
através das relações de serviço para com o próximo e a comunidade, porque em
caso contrário não teremos o Espírito de Cristo, e se não temos o seu Espírito
não poderemos chamar-nos verdadeiramente cristãos.
No entanto, o próximo não é simplesmente aquele que está perto, mas aquele que
se aproxima ao outro ou à outra, ou seja, ao tomarmos uma iniciativa de aproximação
e solidariedade. E esta iniciativa ou movimento, corresponde ao próprio modo da
revelação de Deus na Bíblia. Então, o seguimento de Jesus, em correspondência
com a fé bíblica, implica tomar essa iniciativa de aproximação e solidariedade.
Portanto, espiritualidade não pode ser entendida como um conjunto de práticas rituais, ou o compromisso mecânico de ir todos os domingos ao culto ou à missa. Espiritualidade é sentir-nos comprometidos na luta pela vida e pelo Reino. Portanto, toda pretensa espiritualidade orientada para nós mesmos ou para a Igreja como centro de tudo, é o contrário da proposta paulina de viver segundo o Espírito de Cristo. Espiritualidade significa encontrar-nos com o Deus vivo na vida cotidiana, no dia-a-dia, é deixar-nos queimar pelo fogo transformador e libertador do Espírito. Transformação que significa aceitar renovarmos e apresentar sempre um rosto renovado, como pessoas, e como igreja.
Mas temos que diferenciar entre “espiritualidade” e “espiritualismo”. Os “espiritualismos”, porque têm muitos, estão cheios de doutrinas, práticas ritualistas, dogmas. E porque vêm o mundo de forma mecânica, afastam da realidade e dos conflitos da cotidianidade. Por isso, toda prática religiosa que se vive de maneira alienada torna-se alienante tanto para quem a pratica como para os que interagem com pessoas que atuam dessa maneira. O grande desafio da espiritualidade cristã é saber combinar uma vida voltada para os apelos do Espírito na ambigüidade, na confusão e nos conflitos da vida material à que todos estamos sujeitos. Isso significa viver uma espiritualidade integral, que compreenda todas as dimensões do ser humano. Uma espiritualidade onde o corpo, a sexualidade, a fantasia, a musica, a diversão, o trabalho, assim como a luta pela vida, pelos direitos humanos e pela terra, não sejam compreendidos como opostos e diferentes a oração, adoração, contemplação, mística, e reflexão interior.
Conseqüentemente, a oração, e o serviço e a luta por todo o que produz vida,
não são dimensões diferentes e opostas da vida no Espírito. A oração, como
parte do ser espiritual não é uma fuga ou uma evasão da realidade. A oração
deve ser um modo fundamental de nos apropriarmos do Espírito de Jesus. Orar
significa estar sempre disponíveis para o encontro e o diálogo com o Infinito,
com o mistério do Divino, na prática do amor e da solidariedade, na afirmação
da esperança, na construção da vida e no compromisso concreto com tudo o que
produza vida.
No Pai-Nosso,
que é a mais bíblica e ecumênica de todas as orações, vemos refletido esse
sentido horizontal e vertical da espiritualidade. No século III d.C.
Tertuliano, um dos primeiros Padres da Igreja, expressou que o Pai-Nosso
constitui um compêndio de todo o evangelho[13].
E disse bem o venerável Padre, porque se nos detemos a analisar a também
chamada “oração modelo” ou “oração do Senhor”, vemos que constitui um resumo
dos grandes temas que tem a ver com a existência pessoal e social de todos os
seres humanos, em todas as épocas e em todos os lugares.
Nas três primeiras petições estamos no campo da verticalidade, têm a ver com
Deus: o Santo Nome de Deus, seu reinado e a realização de sua vontade. E aqui
vale a pena ressaltar que se pede que “venha a nós o reino”, e não “vamos
ao teu reino”. Assim, o reino não é uma realidade a-histórica à qual “ascendemos”
ou “subimos”, mas uma realidade que em Jesus Cristo se fez historia, dia-a-dia
e cotidianidade.
Já a partir da quarta petição entramos no campo da horizontalidade. A quarta,
quinta e sexta petição, têm a ver com os seres humanos, com os interesses da
comunidade. Pede-se pelo pão, como símbolo do alimento que todas as pessoas têm
direito. Pede-se pelo perdão das dívidas que oprimem não já só economicamente,
mas que podem desestruturar a vida da sociedade e das pessoas. Finalmente se
expressa a solidariedade que deve presidir as relações inter-humanas.
Na sétima petição nos encontramos com as ameaças, a tentação e o mal que pode
causar uma situação de dívida econômica para uma família e para a sociedade. O
mal que poderia afetar as relações inter-pessoais e sociais. E pede-se a Deus
que nos libere dessa ameaça e desse mal.
Então, a oração do Pai-Nosso, interpretado como a oração da libertação
integral, vincula e unifica estreitamente o sentido horizontal e vertical que
deve ter uma autêntica e genuína espiritualidade.
Dizer hoje esta oração é reconhecer que o Pai-Nosso, como um modelo e compêndio
de uma autêntica espiritualidade, não nos eleva ao céu para que esqueçamos o
que sucede na terra, mas nos lembra os seres humanos com seus problemas
cotidianos que necessitam ser resolvidos. O que pedimos quando dizemos “a
oração do Senhor” é que Deus nos ilumine nos anime e nos incentive a ser
colaboradores na busca das soluções necessárias para os problemas que afligem
nossa sociedade e nosso mundo. Dessa maneira seremos libertados de todos os
males pessoais e sociais, para que venha na sua plenitude o reino de justiça,
paz e fraternidade, e seja assim feita a vontade de Deus.
E quero
terminar esta reflexão com as palavras de um grande místico do século XI,
Bernardo de Claraval. Bernardo no seu comentário ao Cântico de Salomão disse: “o
Espírito de Deus é como o vento que vai e vem. Nunca pára. Se interiormente e
em tua vida te acomodas, se deixas de evoluir, não somente te afastas daquele
que nunca pára, mas ele mesmo se aparta de ti”..
Rev. Dr. Pedro Triana
Rua Taipas, 447, Apto. 21,
Barcelona,
São Caetano do Sul/SP
Email: triana231247@yahoo.es
Telf: (011) 8362-9220
[1] Ernst Cassirer, Antropologia filosófica, México, Fondo de Cultura Económica, 1974, p.47-49.
[2] Claudemiro Godoy do Nascimento, Espiritualidade da Libertação para o Século XXI, ADITAL (www.adital.com.br), 05/10/06..
[3] Leonardo Boff, Ciência e Espiritualidade, ADITAL (www.adital.com.br), 10/10/07..
[4] Marcelo Barros, Uma espiritualidade nova para um novo tempo, ADITAL (www.adital.com.br), 05/12/06.
[5] Veja Max Weber, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. 4 ed. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1985.
[6] Franks Hinkelammert, Crítica al sistema económico capitalista desde la ética: Mundialización de mercados, neoliberalismo y legitimación del poder en la sociedad capitalista actual (Ponencia presentada por el autor en el XIII Congreso de Teología de Madrid, septiembre de 1993). Veja também Isaías Cobarrubias, La economía medieval y la emergencia del capitalismo, (2004), Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/libreria/index.htm.
[7] Veja William J. Wolf, “Anglicanism and Its Spirit”, em The Spirit of Anglicanism, William J. Wolf editor, Connecticut, Morehouse-Barlow, 1979, p.178-184.
[8] The Lambeth Conference 1978, Resolução 206, “A mulher no sacerdócio”.
[9] Stephen Neill, El anglicanismo, Madrid, Edición patrocinada por la Iglesia Española Reformada Episcopal, (s/d), p.395.
[10] Artigo VI de “Os Artigos da Religião”; e “O Quadrilátero de Lambeth de 1888.
[11] Uma ampla reflexão sobre essa liberdade que a própria Bíblia fornece pode encontrar-se em Ernst Käsemann, Jesus Means Freedom, Philadephia, Fortress Press, 1972.
[12] Leonardo Boff. “Espírito e corpo”. Em: Mística e espiritualidade. Rio de Janeiro, Rocco, 1994, p.47.
[13] Citado por Leonardo Boff. El Padrenuestro – La oración de la liberación integral. Madrid, Paulinas, 1982, p.19.